Sexta-feira, Setembro 24

As convicções levantam-se primeiro, chegam com a força narcótica de ideais perfeitos. Ditam as palavras e exemplificam os actos do pequeno jogo que têm para dar. Trocam as regras, viciam as jogadas, entram enfim num frenesim colérico sem compreensão.
Aqui e ali uma casa de sorte acalenta o espírito em sofrimento e dá o alento necessário para continuar a partida.
Jogada após jogada, o destino cada vez mais estranhamente difuso.
Perdido na intriga caótica gerada é difícil perceber para onde ir. Quase se sucumbe a uma tontura mais violenta. E é então, precisamente, que se depara a infinita encruzilhada da nossa mortificação.
É difícil sair, se calhar é impossível não entrar. Agora não há retorno nem volta a dar.
Resta esperar, só, vazio, que me venhas buscar pela mão.

Nada se passa, eu é que me passo. E enquanto passo e não passo... passo mal.

Quarta-feira, Setembro 22

Irrita saber que há coisas que esqueço sem querer, quando há tanta coisa que queria esquecer e não esqueço. Há assuntos que simplesmente não me saem da cabeça, por vezes nem me deixam dormir - como uma bloqueio da mente. Dou voltas e voltas e vou lá sempre parar. É como acordar com uma música na cabeça, só que as músicas às vezes são boas.

As canções mentem. Fazem-nos ter esperanças vãs.
E infelizmente nada é como uma canção, por muito que se queira - e eu quis. Mas não basta querer, foi o que por fim aprendi.
É impossível ter uma vida assim, não depende de mim nem de ti.
É como querer ter o paraíso em vida - seria batota. São essas as regras do jogo, estariam em letras muito miudinhas e não terei prestado atenção.
Agora pago a minha vida negligente. Hoje e sempre.

Quarta-feira, Setembro 15

Não... Estava a experimentar o sistema de comentários do Blogger, mas não fica lá muito bem... Ou então eu fiz qualquer coisa que não devia.
Pelo sim, pelo não, mantém-se por enquanto também o outro sistema.

Teste 1, 2, 3
Blá, blá, blá...

Domingo, Setembro 5

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
o antes, o agora e o depois
por que você me deixa tão solto?
por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
só abro pra você mais ninguém
por que você me esquece e some?
e se eu me interessar por alguém?
e se ela, de repente, me ganha?
Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?

Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?
Caetano Veloso - Sozinho

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